ABRACE DUAS VEZES

A vida das pessoas está passando cada vez mais rápido, ainda que se viva mais tempo. Também estamos cada vez mais distantes uns dos outros, a ponto de vizinhos de apartamento não se conhecerem. Passamos uns pelos outros sem cumprimentar, e o sofrimento dos outros dói cada vez menos em nós. Que será que está acontecendo?

As pessoas da terceira idade - segundo pesquisas - são as que mais transmitem a AIDS. Quando esperamos que elas dêem exemplo a nossa juventude tão complicada, acabam incentivando ainda mais os prazeres sem prestação de contas. Sabemos que a intenção de reunir o pessoal da terceira idade para se divertirem sempre foi com as melhores intenções, procurando mostrar-lhes que ainda podem viver felizes e com saúde. Mas, algo saiu errado!

Pessoas cada vez mais jovens estão morrendo. Nossos hospitais não lutam apenas para darem um atendimento mais digno, lutam também contra as contaminações virais nos leitos que já levaram milhares sem nenhuma chance de sobrevivência. Pestes e mais pestes!

Segundo as palavras de nosso Senhor Jesus Cristo, nos últimos dias o amor da maioria das pessoas esfriaria. E, como estamos entrando na contagem final da existência humana, Jesus está recolhendo muitos dos seus amigos antecipadamente. Hoje você fala com uma pessoa que está cheia de planos para o futuro, e amanhã você fica sabendo que ela morreu.

Portanto, abrace duas vezes cada pessoa que você encontrar, pois você não sabe se terá outra chance de abraçá-la. Abrace seus filhos e lhes diga o quanto os ama, pode ser que nunca mais consiga dizer-lhes isto. Abrace seus pais e diga-lhes que se sente orgulhoso pelo nome e sobrenome que lhe deram, pois muitos já não podem fazê-lo. Abrace seus amigos duas vezes, e faça com que entendam o quanto lhe são caros.

Ame um pouquinho mais; se esforce um pouquinho mais; ore um pouquinho mais; atenda um pouquinho melhor; visite um pouco mais; sorria um pouquinho mais; pode ser que esta seja a última lembrança que ficou.
“Faze-me conhecer, Senhor, o meu fim, e a medida dos meus dias, qual é, para que eu sinta quanto sou frágil”. (Salmos 39:4).

Pr. Waldir C. Grooders –