Algo, porém, foi exigido
pelo Mestre: que atirasse a primeira pedra àquele que não
tivesse nenhum pecado. Em questão de poucos minutos, saiu o veredicto
num júri popular: INOCENTE! É claro que a mulher não
era inocente, e nem o seu ato poderia ser justificado por Jesus. Mas,
aqueles que tinham as pedras em suas mãos, estavam na mesma situação
da mulher adúltera. Apenas detinham o “poder” de
se fazerem de juízes e justiceiros de uma moral falsa que eles
mesmos escondiam debaixo de suas capas religiosas de bons meninos.
Ao largarem as pedras, um por um, e saindo de fininho, cometeram outro
pecado semelhante ou pior ao que se tivessem apedrejado a mulher. Eles
se retiram! Admitem que são pecadores, porém, não
tomam nenhuma atitude quanto a esse fato. Simplesmente viram as costas
e vão embora, carregando os seus pecados não confessados.
A verdadeira atitude seria se jogarem ao lado da adúltera pecadora,
esperando o mesmo perdão do Filho de Deus. E depois, levantarem
uns aos outros em prantos de arrependimento, abraçados como pessoas
perdoadas dispostas a começar uma nova vida como Maria Madalena
fez.
Jesus A ERGUEU (verdadeiro compromisso da religião verdadeira).
Perdoou-a completamente. Mandou que mudasse a sua maneira de viver e
ela admitiu os seus erros se dispondo a mudar. Por isso foi ela a primeira
pessoa a ver e conversar com o Senhor Jesus ressuscitado no domingo
de Páscoa.
Enquanto isso... muitas pedras continuam sendo ajuntadas e deixadas
nas areias da vida, sem que se enxergue que o amor de Deus vai muito
além das pedras.
Pr. Waldir
C. Grooders –