A ALIANÇA DA PÁSCOA

Para muitos a Páscoa é ressurreição e vida. Entre outros, tanto pode ser do ovo ou da cruz. Muitos já adotaram o ovo como o verdadeiro símbolo da Páscoa, e o coelho como o seu protagonista. Afrodite (na Grécia); Vênus (em Roma); Ísis (no Egito); Aparecida; Navegantes; Fátima; Conceição; Iemanjá (Brasil); Ihstar (pelos fenícios); era considerada a deusa do amor. A palavra Páscoa, Easter (inglês) e Ostern (alemão) são variantes da deusa dos sidônios Astarot (rainha dos céus – Jeremias 7:18; 44:17-19) e fenícios chamada Ihstar, cuja imagem era colocada na proa dos navios como protetora dos marinheiros. Veio até nós como Iemanjá e senhora dos navegantes, protetora dos marinheiros e pescadores. Essa deusa também era conhecida como a deusa da primavera, quando as flores renascem trazendo vida. Também diziam que ela teria nascido de “ovos” jogados dos céus, de um “deus” castrado pela amada e que formaram espuma da qual ela teria nascido.


Se olharmos para a Páscoa de hoje com a mistura de quaresma (que não está na Bíblia) mas, está nas lendas pagãs, como dias de luto e penitência pela morte de Tamuz ( “E levou-me à entrada da casa do Senhor, que está da banda do norte, e eis que estavam ali mulheres assentadas chorando por Tamuz” - Ezequiel 10:14), o filho de Semíramis (deusa do amor) por um javali; esta suposta deusa teria trazido seu filho de volta ressuscitado numa árvore (pinheirinho) 40 dias depois de sua “chorada” morte (provavelmente venha daí o uso do pinheirinho por ocasião do natal, uma vez que Jesus não nasceu na Europa).

Páscoa, segundo a Bíblia, significa Aliança de Sangue. Na noite da décima praga de Deus sobre os egípcios - a morte dos primogênitos – todas as casas que tinham sangue de ovelha nos umbrais das portas e janelas não sofreram nenhum dano. Deus respeitou o pacto feito com sangue para com aqueles que creram e deixou que vivessem.

Na quinta-feira Santa, Jesus comemora essa mesma Páscoa (pacto) com pão e vinho, símbolos do seu corpo e sangue. Nota: este segundo elemento não mais é dado em milhares de igrejas por ocasião da ceia cristã, não permitindo assim uma aliança de vida e remissão de pecados do penitente).

Quando morre o cordeiro de Deus na cruz, Deus realiza uma nova aliança com a humanidade através do sangue de seu Filho Jesus (o mesmo que ele disse para os doze na 5ª feira Santa. Portanto, todos os que se aproximarem de Deus através do sangue de Jesus Cristo, serão poupados do anjo da morte. Nenhuma condenação há sobre os estão em Cristo Jesus. São as pessoas que como os hebreus confiam única e exclusivamente no sangue de Jesus e nada mais; deixando assim de confiar em outros deuses ou deusas, e não misturando lendas com a verdade única e absoluta.

Vemos aí claramente que a palavra “páscoa” nada tem a ver com “passagem” como querem alguns, uma vez que esse fato (Tsunami do Mar Vermelho) ocorreu no deserto vários dias depois da Páscoa dos hebreus no Egito). Tem muito mais a ver com a deusa Mãe Easter que chorava pela morte do filho Tamuz. Olhe atentamente para as comemorações de vida e ressurreição (Páscoa), e verás que quase não existem; porém, são substituídas por vários dias de comemoração de morte, luto e sofrimento, como se quiséssemos compartilhar mais a dor da mãe que a vitória do Pai.


Pr. Waldir C. Grooders