Alguns dias antes da crucificação,
Maria Madalena havia derramado um perfume muito caro sobre o Mestre,
enxugando os Seus pés com os seus cabelos e com muitas lágrimas
de gratidão por ter sido liberta por Ele de uma vida de prostituição
e escravidão de sete demônios. Ela ouviu a voz de Jesus
e com certeza ouviu as suas promessas sobre como seria morto, mas, que
ressuscitaria ao terceiro dia e voltaria a falar novamente com eles.
Veja onde foi parar a fé de Maria - num buraco! Onde estava a
sua confiança de que Jesus cumpriria o que prometera? Nada viu
além do buraco da morte. Mesmo dois anjos vestidos de branco
que estavam assentados dentro da gruta e que lhe perguntaram por que
estava chorando sem motivo, não conseguiram abrir os seus olhos
da visão de derrota.
Jesus, atrás dela lhe faz a mesma pergunta: Por que choras? Ainda
assim ela não reconhece o Senhor Vivo, pois na sua mente ainda
reinava o senhor morto. Só quando Jesus lhe chama pelo nome é
que o poder da morte em seu coração foi vencido e ela
reconhece o Senhor. Sua visão de morte e derrota se desvanece
e uma nova alegria surge em seu coração, transformando
a sua fraqueza em vitória pelo cumprimento da Palavra de Deus
diante de seus olhos que não queriam ver.
Hoje multidões vivem assim, encurvados e olhando o buraco da
morte. Não conseguem acordar do seu pesadelo para a realidade
da Vida, e passam toda uma existência confinados na visão
da morte. Continuam beijando o senhor morto e lhe prestam homenagens
de morte sem nunca acordarem para a verdade. Nem que anjos aparecessem
na sua frente, nada mudaria a sua visão de Sexta-Feira Santa.
Quando Maria Madalena abriu os olhos para a Palavra de Deus, as Suas
promessas se tornaram reais para a sua vida. Sua confiança nas
palavras do Senhor Jesus se tornaram num óleo de refrigério
que a impeliram para sair correndo do cemitério e avisar todo
o mundo que Jesus estava vivo. É assim que acontece quando a
nossa Páscoa começa no domingo de manhã, e paramos
de lamentar toda uma semana por alguém que está vivo há
dois mil anos, e que espera que todas “as Marias” parem
de olhar para o buraco e chorar por aquele que está atrás
delas dizendo: - Maria! Por que choras o morto se Ele está vivo?
Pr. Waldir C. Grooders –