No Egito, o rio Nilo era considerado
sagrado, assim como a deusa Ísis era considerada a padroeira
do país. Procissões de barcos eram realizadas com a deusa
e a imagem do touro Ápis, representando a fertilidade e a ressurreição.
Mais tarde a Roma dos césares importou essa festa do Egito, e
na época das Saturnálias ou chegada da primavera, enfeitavam
carros alegóricos em formato de navios chamados “carrum
navalis” e desfilavam pelas ruas da cidade onde a população
usava máscaras e ficava semi nua cantando e bailando em honra
ao “deus” Bacco, representante da festa da bebida e de toda
orgia.
A religião, como sempre - querendo agradar a gregos e troianos
- incorporou essa festa de orgia ao seu calendário de festas
lunares. Não existe nenhum registro bíblico da festa de
Carnaval ou da Quaresma celebrados pelos cristãos da igreja primitiva,
e nem encontramos escrito no Novo Testamento qualquer referência
à abstinência de comer carne e fazer luto de quarenta dias.
Quando vemos hoje a grande festa no Amazonas, dedicado a um boi (caprichoso
ou garantido), bem como a deusa de cocar e a serpente sempre presente;
as grandes procissões marítimas religiosas com as suas
deusas; os carros alegóricos imitando navios nos grandes desfiles
carnavalescos em nosso país, não temos nenhuma dificuldade
em relacionar tudo isso ao que já foi muito antes de Jesus Cristo
e do Evangelho.
O povo precisa se divertir? Precisa. Então não se pode
fazer carnaval? O que precisa ser levado em conta nessa hora é
qual a verdadeira origem do carnaval. Se foi criado com a intenção
de homenagear deuses pagãos, certamente estaremos pecando contra
o Deus Único ao reverenciar esses deuses, mesmo de forma ingênua.
Até porque todas as fantasias querem de alguma forma ostentar
o luxo e a riqueza inexistentes, dedicadas ao rei Mamon (Momo), o falso
senhor das riquezas.
Pr. Waldir
C. Grooders –