Viver neste mundo significa
competir. Quer queiramos ou não, mais cedo ou mais tarde surgirão
cavalos á nossa frente para testar nossa capacidade de superação.
Já é complicado correr com pessoas de coração
frio e indiferentes, imagine correr com egoístas e mesquinhos
que jamais irão parar para ver se você conseguiu acompanhá-los.
O mundo adora o novo, o jovem, e o belo; por causa disso a competição
se torna cada vez mais ferrenha contra tudo o que não seja assim.
Existe um interesse quase insano das pessoas de se auto-superarem, e
para isso são capazes de pagar um preço bem caro para
atingirem as suas metas e objetivos. Não se importam de usar
os outros como trampolim ou escada, desde que consigam chegar lá.
Na verdade, as pessoas nunca mudaram. O ser humano no tempo do profeta
Jeremias – quase três mil anos atrás – já
era assim como hoje. Ele próprio provou a amargura de ninguém
ter reconhecido o seu trabalho. A pior coisa é você fazer
“das tripas coração” e tentar agradar o homem
– é pura ilusão. Nunca pensemos que nossa alegria
- pelo que fizemos - deva advir da aprovação de A, B ou
C. Precisamos de pelo menos um pouco de valor próprio, para que
não entremos em depressão pela falta de uma avaliação
positiva daqueles a quem servimos.
As pessoas egoístas sempre procurarão achar algum erro
ou defeito em nós ou em nosso trabalho, pois no fundo elas se
acham mais capazes, e por estarem numa posição privilegiada
como assistentes e contempladores, fica fácil para eles criticarem
aqueles que sofrem fazendo alguma coisa, porque estes creram que alguém
deveria fazer alguma coisa.
Agora, o pior não são os pôneis egoístas
que correm ao nosso lado; piores são os cavalos da própria
família – pai, mãe, irmãos, cunhados... Jeremias
nem sabia que pelas suas costas se ouviam fofocas, rumores e queixumes
até aos gritos dos seus próprios parentes. Isto deve ser
muito animador?! Imagine que os inimigos falam porque são contra,
e isto faz parte da sua natureza. Os amigos, porque se deixaram levar
pelas circunstâncias, ou porque puderam tirar uma lasquinha. Porém,
quando a própria família nos condena, só existe
alguém que poderá nos compreender porque passou por tudo
isso e ainda por cima foi morto – Jesus.
É muito embaraçoso estar numa situação em
que não podemos nos fiar nas pessoas, mesmo quando nos dizem
coisas boas. É preciso ser muito altruísta numa hora dessas,
e mostrar que temos em nós um espírito excelente, e que
é capaz de olhar por cima de todas essas agruras e que saberá
esperar o justo reconhecimento e a recompensa, que com certeza virá
do nosso paizinho do céu.
“Fiéis são as feridas feitas pelo que
ama, mas os beijos do que aborrece são enganosos”
(Provérbios 27:6).
Pr. Waldir
C. Grooders