VIVER EM CIDADE GRANDE!

Um mal necessário?

1 – As autoridades são distantes e insensíveis. O cidadão se sente impotente.

2 - A maioria das pessoas é desconhecida do indivíduo. Ele se sente sozinho.

3 - A diversidade de linguagens e tipos humanos é tão grande que ele perde seu senso de segurança e de identidade própria. Ele se sente vulnerável.

4 – Em meio a essa diversidade, existe uma cultura comercial universal constituída de cadeias de restaurantes, de lojas, de shoppings, de teatros e de estilos arquitetônicos, que cria uma uniformidade urbana nacional, que acaba sufocando a cultura regional. Ele se sente perdido.

5 – O cidadão da região metropolitana se vê dominado por uma mídia poderosa, que constantemente bombardeia seus sentidos com mensagens massificantes. Sente-se conduzido.

6 – A especialização funcional é praticada a tal extremo que os membros de uma mesma família levam uma vida completamente diversa uns com os outros, em ambientes e horários diferentes. Se quiserem gozar de maior proximidade entre si, terão de fazer um esforço deliberado nesse sentido. O indivíduo sente-se rejeitado.

7 – O cidadão urbano tem um número tão grande de opções de entretenimento, de produtos a ser adquiridos e de estilos de vida, que a angústia de não saber escolher sufoca a perspectiva de felicidade oferecida pelo enriquecimento. Ele se sente confuso.

8 – Devido a uma enorme sobrecarga de informações, o cidadão perde o apetite pelo verdadeiro conhecimento. Ele se sente tolo.

9 – A rapidez nas mudanças de emprego ou de moradia destrói todas as formas de relacionamento duradouro. A maioria de suas amizades é de curta duração. Ele se sente inseguro.

10 – Noite e dia, ele se vê cercado por uma agitação constante, que parece indicar que outros estão em ação, na busca de enriquecimento ou de sucesso. Em meio a tanta agitação é difícil relaxar perfeitamente. Ele sofre de stress e ansiedade.

11 – No mercado de trabalho, ele só tem valor por suas habilidades e pelo que produz. Se não atinge certo padrão é posto de lado como uma máquina imprestável. Sente-se usado.

12 – Os interesses coletivos limitam-se à promoção de produtos de consumo. Todos os demais valores pertencem à esfera particular. Ele não vê sentido para a vida. (JOHN DAWSON)


SÓ DEUS PARA PRENCHER ESSE VAZIO!

 

Pr. Waldir C. Grooders