Como seria de praxe em nossos
dias de fé na morte, Pedro teria cumprimentado a todos; daria
uma palavra de conforto para a família enlutada, e continuaria
os atos litúrgicos do culto de corpo presente.
Mas, esperem um pouco! Pedro deveria estar louco! Ele manda todos saírem
para ficar a sós com o defunto. Logo se ajoelha e ora; não
a todos os santos do Olimpo, porém, ao Deus dos Céus e
da Terra. Algo diferente vai acontecer!
Depois de confirmar com o Senhor as promessas do: “Ide...e ressuscitai
os mortos”, Pedro, no Espírito de Vida, encara o espírito
de morte e diz: -“ Tabita, te levanta em Nome de Jesus Cristo”.
Logo o defunto abriu os olhos, e sentou-se na cama, olhando para Pedro.
Dois milagres acontecem na mesma hora que Pedro encara o problema com
fé e ousadia em Cristo Jesus: Tabita volta a viver; e volta curada
da sua doença.
Pena que hoje o povo só chame os padres e pastores para enterrar
os defuntos. Não existe fé suficiente na esperança
de trazer alguém de volta da morte. Somos contagiados todos os
dias pela fé na morte, e nunca na ressurreição.
Assim esquecemos da promessa de Cristo, que Ele é a Ressurreição
e a Vida. Jogamos nossa responsabilidade de fé para o passado
e tentamos nos justificar dizendo que esses milagres foram só
no início da era cristã. Dissemos que Jesus já
não tem Poder, e ainda mentimos nos velórios dizendo às
famílias enlutadas que Deus “quis assim”. Transformamos
um Pai de Amor num deus sanguinário que sai por aí matando
a revelia, como se tivesse prazer na morte das pessoas. Acorde, Igreja!
“O ladrão não vem senão a roubar,
a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância”
(João 10:10).
Pr. Waldir
C. Grooders –