UMA CRIANÇA DIFERENTE

Quando Maria ouviu a voz do anjo de Deus lhe prometer um Filho, sua vida nunca mais foi a mesma. Já nos primeiros meses de gravidez ela segurava seu ventre numa tentativa de segurar o menino Jesus que um dia seria traspassado por uma lança, assim como a sua própria alma, conforme lhe foi profetizado por Simeão por ocasião da apresentação da criança no Templo.

O menino crescia cheio de graça e de virtude. Diferente de outros meninos de sua idade, sua sabedoria e interesse pelas coisas de Deus eram espantosos. Numa grande festa religiosa em que José e Maria foram a Jerusalém, na volta, esqueceram o menino Jesus de doze anos. Quando se deram conta que Jesus não estava entre os integrantes da caravana, voltaram imediatamente para Jerusalém.

Onde você procuraria o seu filho caso tivesse ficado para trás na viagem de regresso? Onde poderia estar uma criança de doze anos caso tivesse a liberdade de escolher o lugar? Maria sabia onde o menino estaria, sabe por quê? Porque ela e José lhe haviam ensinado o caminho para a igreja, portanto, onde poderia estar o seu filho senão onde sempre o levavam, desde pequeno?

Hoje os próprios pais já não têm prazer de estarem na Casa de Deus, e muito menos os seus filhos. É mais fácil encontrar os pais num jogo de cartas do que num culto; e as crianças num campo de futebol do que numa igreja. Por quê? Pelo simples fato que a religião transformou os cultos em algo tedioso e sem vida.

A criança quer se divertir, quer brincar; os adultos também sabem que, um culto poderia ser tão e até mais atraente que um jogo de cartas, bochas, futebol. Deus não é chato, e nem a Sua Presença. Era isto que o menino Jesus – com apenas doze anos de idade - discutia com os sacerdotes já naquele tempo. Jesus sabia da necessidade da Igreja modificar alguns conceitos para que os cultos se tornassem atraentes a todos.

Desde que a Bíblia perdeu o primeiro lugar na Igreja, as crianças não aprendem nada sobre as coisas sobrenaturais de Deus. Harry Potter parece ser mais atraente e poderoso do que o próprio Deus. Quando a criança vê apenas homens, ao invés de homens de Deus, ela perde o respeito das coisas de Deus. O menino Jesus aprendia de sua mãe Maria as histórias da Bíblia, onde o Deus Vivo fazia milagres extraordinários através dos seus profetas em todas as épocas, isto despertou nele o interesse de conhecer esse Deus.

Hoje existem diversos vídeos, folder e outros, onde podemos ensinar histórias bíblicas às crianças, brincando. Porém, se insistirmos em apenas ensinar as crianças a rezar o Pai Nosso, elas até conhecerão a oração, mas, nunca conhecerão o Pai.

A alegria de entrar na igreja deve ser bem diferente do que entrar num museu, ou num hospital cheio de pessoas tristes. A Glória de Deus se manifesta como num Rio de Águas Vivas onde sentimos o desejo de nos banhar para sentir o Seu refrigério pelo Espírito Santo.

Que Deus abençoe as nossas crianças.

Pr. Waldir C. Grooders