Imagine quantos bilhões
de reais seriam poupados se simplesmente cada culpado não dissimulasse
a verdade. Quantos milhares de processos nem entrariam nos Fóruns
da Justiça se os homens não fingissem inocência
para tentarem achar alguma saída e se safarem do castigo. Quantas
horas são perdidas todos os dias para se achar a verdade enquanto
ela estiver dissimulada?
Isso me faz lembrar de um crente que um dia foi fazer uma entrevista
para um novo emprego, e quando questionado sobre a sua fé, respondeu
com evasivas julgando que se dissesse que amava a Deus, seria desqualificado.
Logo teve uma ingrata surpresa, pois o patrão era muito devoto
a Deus e disse ao candidato que se ele não pudesse defender suas
convicções com mais coragem, certamente também
não defenderia a empresa com amor, sugerindo assim que ele não
estava apto para o novo emprego.
A dissimulação sempre será a verdade disfarçada
ou fingida. Precisamos arrancar a sua máscara sempre que conseguirmos
ver atrás dela qualquer vestígio de heterogeneidade. Imagine
como é desprezível o fato de colocar gasolina no carro
imaginando que foi adulterada; dormir com o cônjuge pensando na
“testa”; receber uma cédula de cinqüenta reais
e ter que avaliar diante da outra pessoa para ver se é falsa;
sem saber, comprar carne de animal que morreu doente e pensar em fazer
aquele churrasco. São muitas as formas que nos deparamos com
dissimulações todos os dias.
Comece a prestar atenção em muitos “papos”
que você ouve ou participa. Verá que a maioria de nós
gosta de entregar só o caroço da maçã, a
parte boa fica sempre conosco. Que tal tentarmos mudar essa falsa realidade
mascarada de verdade? Que tal ser e viver de tal forma que ninguém
nos ponha contra a luz ou passe a unha para ver se somos autênticos?
Quando Moisés perguntou a Deus como era o seu verdadeiro Nome,
ouviu esta resposta: “EU SOU”. Ainda não satisfeito
por não entender a profundidade da questão, perguntou
de novo e ouviu esta resposta: “EU SOU O QUE SOU”; isto
é: a Verdade insofismável.
Pr. Waldir C. Grooders –