NO DISFARCE DA DISSIMULAÇÃO

Cada vez que disfarçamos a verdade dos fatos, estamos ocultando a própria essência da verdade. É como tentarmos provar que dois mais dois não são quatro. Procuramos assim justificar um resultado inexistente e o aproximamos o mais próximo possível da realidade, sem, contudo confessar o verdadeiro.

O homem dissimula preços quando escreve R$ 9,99 para não colocar R$ 10,00. Dissimulamos enxertando com água frangos congelados para dar mais peso como também bisnagas de remédios e dentifrícios com ar para dar mais volume. Podemos concordar com coisas erradas só para não nos prejudicarmos. Quem ousará falar a verdade?


Imagine quantos bilhões de reais seriam poupados se simplesmente cada culpado não dissimulasse a verdade. Quantos milhares de processos nem entrariam nos Fóruns da Justiça se os homens não fingissem inocência para tentarem achar alguma saída e se safarem do castigo. Quantas horas são perdidas todos os dias para se achar a verdade enquanto ela estiver dissimulada?

Isso me faz lembrar de um crente que um dia foi fazer uma entrevista para um novo emprego, e quando questionado sobre a sua fé, respondeu com evasivas julgando que se dissesse que amava a Deus, seria desqualificado. Logo teve uma ingrata surpresa, pois o patrão era muito devoto a Deus e disse ao candidato que se ele não pudesse defender suas convicções com mais coragem, certamente também não defenderia a empresa com amor, sugerindo assim que ele não estava apto para o novo emprego.

A dissimulação sempre será a verdade disfarçada ou fingida. Precisamos arrancar a sua máscara sempre que conseguirmos ver atrás dela qualquer vestígio de heterogeneidade. Imagine como é desprezível o fato de colocar gasolina no carro imaginando que foi adulterada; dormir com o cônjuge pensando na “testa”; receber uma cédula de cinqüenta reais e ter que avaliar diante da outra pessoa para ver se é falsa; sem saber, comprar carne de animal que morreu doente e pensar em fazer aquele churrasco. São muitas as formas que nos deparamos com dissimulações todos os dias.

Comece a prestar atenção em muitos “papos” que você ouve ou participa. Verá que a maioria de nós gosta de entregar só o caroço da maçã, a parte boa fica sempre conosco. Que tal tentarmos mudar essa falsa realidade mascarada de verdade? Que tal ser e viver de tal forma que ninguém nos ponha contra a luz ou passe a unha para ver se somos autênticos? Quando Moisés perguntou a Deus como era o seu verdadeiro Nome, ouviu esta resposta: “EU SOU”. Ainda não satisfeito por não entender a profundidade da questão, perguntou de novo e ouviu esta resposta: “EU SOU O QUE SOU”; isto é: a Verdade insofismável.


Pr. Waldir C. Grooders –