COMO DEVEMOS ENTRAR NA IGREJA?

A igreja ou templo sempre foi considerado lugar santo e de oração. O próprio Senhor Jesus Cristo distribuiu chutes e relhaços nos cambistas que vendiam e trocavam dinheiro aos turistas em Jerusalém.

A Bíblia cita algumas maneiras de como devemos entrar na Igreja. Em Salmos 100:4, diz que devemos entrar com gratidão, hinos de louvor e danças. Poderia parecer ridículo hoje se alguém entrasse dançando e louvando a Deus em voz alta, mas, é exatamente isto que Deus quer. Nós, porém, não compreendemos isto e acabamos fazendo nosso próprio gosto e o oferecemos a Deus. Entramos com ar de santidade e ficamos em silêncio como quando entramos num velório com um defunto no caixão.


Por que será que Deus prefere que entremos na Sua casa de oração com ações de graça, dançando e cantando? Quem será que foi a “figura” que nos ensinou o contrário? Quem lucraria com o silêncio de morte ao invés do barulho de festa? Será que não foi o mesmo que quis proibir os discípulos de Jesus de gritarem o seu Nome no Domingo de Ramos?

Em Salmos 96:8, Deus pede que entremos em seus átrios com oferendas. Em Êxodo 23:15 Ele manda que ninguém compareça perante Ele vazio. Podemos deduzir daí que Deus não gosta que alguém vá à Igreja sem levar alguma oferta. No passado se levavam ovelhas, cabras, bois e pombos. Infelizmente hoje surgiram muitos lobos devoradores que tiram todo o dinheiro das pessoas que entram em seus templos, e isto fez com que muitos vão aos cultos de mãos abanando, influenciados pelo mau exemplo. Porém, Deus ainda continua dizendo que ninguém é tão pobre que não possa dar, e que ninguém é tão rico que não possa receber.

Em Marcos 12:41-44, Jesus observava como as pessoas largavam as suas ofertas em dinheiro no Gazofilácio. Ele observa os ricos darem o que lhes sobrava, mas, a pobre viúva deu tudo o que tinha, sem ninguém lhe exigir por isso. Logo foi elogiada dentre os demais, pois Deus também observa aquilo que seguramos para nós.

Ainda nos Salmos 84:1-4, aprendemos que nossa alma deve se alegrar muito por saber que vai para a Casa de Deus. Enquanto isso, muitos se arrastam aos templos como se fossem ao presídio visitar um preso, ou como já foi referido, se fossem ao velório de alguém. Entram sem graça e saem decepcionados porque não encontram nenhum clima de festa, muito menos de vitória pela ressurreição de Cristo. O Culto a Deus é uma celebração de festa contínua na presença do Espírito Santo, e o mínimo que se pode esperar é que sintamos Sua presença em prazer, gozo e alegria, por isso ofertamos em louvores e danças, para que a Glória de Deus se manifeste e que tenhamos certeza de que não estivemos na presença só dos homens.

Pr. Waldir C. Grooders –