Depois enchemos a casa de
palavras vazias e ocas, intercalado entre bocejos e desejos. Nossa adoração
não passa do teto da igreja, assim como o calor da nossa devoção
não serve nem para defumar salame. Pensamos que Deus gosta tanto
de fumaça, que impregnamos as paredes das igrejas e nossos próprios
olhos, sempre pensando que Ele deve estar gostando!?...
Nós falamos o tempo inteiro, e sempre escolhemos alguém
entre nós que deva ser o mensageiro de Deus. Suas palavras são
sempre do próprio Deus, e ai de quem duvidar disso! E, se de
repente, na igreja ecoasse uma voz, vinda de qualquer parte, menos da
boca de um ser humano, clamando: “Calai-vos! Não quero
ser amado da boca para fora, mas de coração”. Ou,
se de repente, Ele aparecesse de verdade, num culto onde todos já
estão acostumados a pensar que Ele está no céu,
muito longe?
Quantos realmente ficariam no templo ao contemplar um pouco da sua Glória,
a qual fez o apóstolo Paulo ficar cego, e o rosto de Moisés
brilhar. Quantos não correriam da igreja, de pavor e espanto
pela simples constatação da verdade que pregamos.
Deus quer ser amado como uma Pessoa, abraçado como um Pai, em
Espírito e em Verdade. Experimentemos levar para nosso pai terreno,
sempre que o visitarmos, uma vela ou mais de uma, e sentarmos à
sua frente todo o tempo da visita falando, encenando, e não deixando
que ele fale. Não lhe dando o direito de ser abraçado,
e de ouvir dos nossos lábios esta simples frase: “Pai,
eu te amo”.
Pr. Waldir
C. Grooders –