A FALÊNCIA MÚLTIPLA DO HOMEM

Uma das sete maravilhas da natureza, certamente é o livre arbítrio do homem. Imagine se Deus tivesse feito o homem como um robô; grande parte da humanidade apenas “obedeceria” ao amor do Criador. Haveria tanto amor falso nas igrejas que até daria nojo. Ninguém faria uma ação de graças por gratidão sincera e de coração; tudo seria uma grande hipocrisia.


Deus, conhecendo as limitações do homem, permitiu que ele fosse livre para escolher amar ou não o seu Criador. Poderia, até – isso com severas conseqüências – criar os seus próprios deuses. Na verdade o Senhor queria e quer ainda, o amor do ser humano nascendo espontaneamente de seu coração. Esse é o verdadeiro amor, e o único digno de ser correspondido.

O Criador sabia também que sozinho, o homem sem Deus se corrompe facilmente. Tanto, que por ocasião do dilúvio, apenas uma família honesta e sincera brilhava na terra. O restante vivia de rabo preso, e o pior, não queria sair dessa situação, simplesmente pelo fato de ter que reconhecer que estava no caminho errado. O orgulho do ser humano já começa quando criança, quando o pai quer segurar nas suas mãos para não cair, asperamente as delicadas mãozinhas são puxadas para longe da segurança paternal, numa atitude de ingrata independência e auto-suficiência.

Muitos já escreveram sobre a falência das instituições, mas a grande verdade é que as instituições são administradas pelo próprio homem. Os três pilares da democracia: Executivo, legislativo e judiciário, estão demonstrando a corruptibilidade do coração humano; além de vários representantes da religião, que deveria ser um organismo de resgate da moral infame, continua inerte diante de tantos escândalos que apenas deixam transparentes os homens sem Deus.

Jesus Cristo veio ao mundo com uma proposta de vida plena. Suas primeiras palavras foram: Arrependei-vos! Aí está justamente o grande entrave da moral humana: quem quererá descer o seu coração do seu pedestal de vaidade e orgulho, para se humilhar e reconhecer a sua derrota? Assim como satanás jamais quis reconhecer sua submissão ao Deus Criador, assim o homem continua recalcitrando contra os aguilhões, pensando que conseguirá realizar as coisas, sem Deus.

Quando o homem se arrepende e pede a ajuda de Deus, reconhecendo a sua fragilidade, o próprio Deus pelo Espírito Santo entra dentro de nós como no corpo de uma virgem chamada Maria, e faz nascer em nós o próprio Cristo Jesus. Porém, estamos dispostos a carregar em nosso ventre Aquele que os homens rejeitaram? Estamos nós realmente dispostos a ter que fugir para outro país como Maria e José fizeram, para proteger a Pérola Preciosa em nosso ventre? Queremos mesmo ser o templo do Espírito Santo, ou ficamos mudos como Pilatos, enquanto milhões que deveriam ser o sal da terra estão se tornando insípidos?


Pr. Waldir C. Grooders –