Deus, conhecendo as limitações
do homem, permitiu que ele fosse livre para escolher amar ou não
o seu Criador. Poderia, até – isso com severas conseqüências
– criar os seus próprios deuses. Na verdade o Senhor queria
e quer ainda, o amor do ser humano nascendo espontaneamente de seu coração.
Esse é o verdadeiro amor, e o único digno de ser correspondido.
O Criador sabia também que sozinho, o homem sem Deus se corrompe
facilmente. Tanto, que por ocasião do dilúvio, apenas
uma família honesta e sincera brilhava na terra. O restante vivia
de rabo preso, e o pior, não queria sair dessa situação,
simplesmente pelo fato de ter que reconhecer que estava no caminho errado.
O orgulho do ser humano já começa quando criança,
quando o pai quer segurar nas suas mãos para não cair,
asperamente as delicadas mãozinhas são puxadas para longe
da segurança paternal, numa atitude de ingrata independência
e auto-suficiência.
Muitos já escreveram sobre a falência das instituições,
mas a grande verdade é que as instituições são
administradas pelo próprio homem. Os três pilares da democracia:
Executivo, legislativo e judiciário, estão demonstrando
a corruptibilidade do coração humano; além de vários
representantes da religião, que deveria ser um organismo de resgate
da moral infame, continua inerte diante de tantos escândalos que
apenas deixam transparentes os homens sem Deus.
Jesus Cristo veio ao mundo com uma proposta de vida plena. Suas primeiras
palavras foram: Arrependei-vos! Aí está justamente o grande
entrave da moral humana: quem quererá descer o seu coração
do seu pedestal de vaidade e orgulho, para se humilhar e reconhecer
a sua derrota? Assim como satanás jamais quis reconhecer sua
submissão ao Deus Criador, assim o homem continua recalcitrando
contra os aguilhões, pensando que conseguirá realizar
as coisas, sem Deus.
Quando o homem se arrepende e pede a ajuda de Deus, reconhecendo a sua
fragilidade, o próprio Deus pelo Espírito Santo entra
dentro de nós como no corpo de uma virgem chamada Maria, e faz
nascer em nós o próprio Cristo Jesus. Porém, estamos
dispostos a carregar em nosso ventre Aquele que os homens rejeitaram?
Estamos nós realmente dispostos a ter que fugir para outro país
como Maria e José fizeram, para proteger a Pérola Preciosa
em nosso ventre? Queremos mesmo ser o templo do Espírito Santo,
ou ficamos mudos como Pilatos, enquanto milhões que deveriam
ser o sal da terra estão se tornando insípidos?
Pr. Waldir C. Grooders –