IGREJAS INCENDIADAS

O fogo desde tempos remotos é temido como instrumento de guerra, mas também serve para purificar nosso alimento e dar energia de movimento. O fogo já destruiu vidas e propriedades incontáveis, como também purificou tantas coisas que hoje seria impossível viver sem ele. A pergunta é: Como a Igreja conseguiu se separar do fogo nas suas reuniões?

 

Quando o povo de Deus saiu do Egito, uma coluna de fogo os seguia por quarenta anos. Aquela coluna de fogo era o sinal de que Deus estava com eles na sua jornada pelo deserto. Dava ao povo uma sensação de confiança no Deus que os tirou da escravidão dos deuses do Egito. A pergunta não quer se calar: Como a Igreja de hoje quer enfrentar os desertos da vida sem o fogo de Deus?

Quando o apóstolo Pedro pregou no dia de Pentecostes, línguas de fogo pousaram sobre cada um deles, inclusive sobre Maria, mãe de Nosso Senhor Jesus, que falou línguas estranhas e falava com ousadia sobre a ressurreição de Cristo como todos os demais. Seus gestos e palavras se assemelhavam as de um grupo de pessoas num campeonato depois de algumas “cevas” a mais. Todos pareciam “tchucos” ou bêbados. Estavam de fogo!

Pedro explicou ao povo que aquilo era o que havia sido profetizado pelo profeta Daniel. Este fogo desde então têm purificado a Igreja e lhe dado a combustão necessária para prosseguir neste mundo com energia redobrada. É por este fogo que acontecem milagres nos cultos e reuniões. Coisas sobrenaturais só acontecem na presença de um Deus sobrenatural. Muitas igrejas e denominações hoje querem nos convencer que o Pentecostes foi só para aquele tempo, assim como as promoções humanas de comércio.

As armas que Deus deu à Igreja há dois mil anos atrás para enfrentar um império de falsos deuses são as mesmas armas que a Igreja de hoje precisa, pois o ser humano ainda é o mesmo, o que muda são as crendices e a moda; o homem, só Deus pode mudar com fogo interior queimando sua conduta pecaminosa e desobediente.

A maioria de nossas igrejas opera sem fogo (unção). Os cultos são mornos e carnais, desprovidos de qualquer presença divina. Passa-se teoria sobre teoria, e a prática é deixada para mais tarde, só que não funciona. Pessoas cada vez em maior número se decepcionam de Deus e da Igreja, porque seus líderes falam de um Deus tão distante e inatingível que só eles, os “líderes” têm acesso a Ele. O vinde a mim de Cristo é usurpado pelos detentores das bênçãos divinas, e os filhos não chegam a conhecer e abraçar o Pai por cauda deles.

O Senhor Jesus está voltando outra vez, e da mesma forma que encontrou a Igreja do seu tempo a encontrará nesta geração: Cheia de preconceitos e soberba. A falta de arrependimento e auto-suficiência fizeram Jesus condena-la.

Que possamos chorar muito entre o alpendre e o altar, para que o fogo de Deus incendeie as igrejas de Sua real presença, queimando todas as palavras ocas proferidas nos altares.


 

Pr. Waldir C. Grooders