Por mais que o povo queira
apenas se divertir, atrás dessas festividades pode estar a adoração
ao deus pagão Bacco, onde as pessoas dançavam bêbadas
ao seu redor até caírem, vestidos de pouca ou nenhuma
roupa, num convite à sensualidade e às orgias. Os navios
ou galeras chamados de carros alegóricos dos desfiles de carnaval
nada mais são do que representações fictícias
para dar a idéia de outras, significando algo em palavras, outra,
porém, no sentido. Eram chamados de “carrum navalis”
na Roma pagã, quando desfilavam pela cidade que fazia grande
festa popular em honra à saturno, ou saturnália, que coincidia
com a chegada da primavera.
O deus mercado prende hoje a milhões de pessoas que procuram
servir a dois senhores, quando Jesus deixou claro que não podemos
servir a Deus e às riquezas; ou há de amar um e desprezar
o outro, e assim vice-versa. Satanás aprisiona as pessoas no
dinheiro e nas coisas materiais e no poder que dele advém, de
tal forma, que muitos já desistiram de crer que Deus existe,
por causa da influência do rei Mamon.
O carnaval que para muitos não passa de uma ingênua festa
de alegria para extravasar tensões, pode estar conectado ao submundo
do rei das riquezas Mamon, do deus da bebida Bacco e da deusa da sensualidade
Ísis, Ihstar, Semíramis, Diana, Kali, Vênus, e outros
nomes. Não vemos nenhum registro bíblico ou histórico
que ligue a Igreja Primitiva às festas orgíacas e nem
à Quaresma, que prega o luto e à abstinência de
manjares por quarenta dias.
Não somos felizes por alegorias, mas, de verdade. Fantasias apenas
mentem à nossa alma e alimentam o nosso ego. Festas de alegria
não precisam de troféus para terem validade interior;
cantamos porque somos alegres. Jesus Cristo transforma nosso espírito
de tal forma que não precisamos mais mentir para nós mesmos,
pois somos o que pensamos ser.
Pr. Waldir C. Grooders –