Mamon – O Venerável

Faltam poucos dias para que muitos prefeitos entreguem simbolicamente a chave de seus municípios ao falso deus das riquezas – mamon (Carnaval). Jesus Cristo, por ocasião da tentação no deserto, foi assediado por ele para ser adorado em troca de riquezas e poder. Sua sutileza foi ao extremo, pensando que conseguiria colocar Jesus de joelhos diante dele. O Messias, porém, lhe mostrou que só a Deus devemos adorar.

Se os ingênuos prefeitos soubessem que esse simples ato de entregar simbolicamente a chave da cidade ao rei Momo (Mamon), estão abrindo espiritualmente um portal à Lúcifer para influenciar a comunidade a se deixar levar pelo falso deus das riquezas e da fantasia, pensariam duas vezes antes de fazê-lo.


Por mais que o povo queira apenas se divertir, atrás dessas festividades pode estar a adoração ao deus pagão Bacco, onde as pessoas dançavam bêbadas ao seu redor até caírem, vestidos de pouca ou nenhuma roupa, num convite à sensualidade e às orgias. Os navios ou galeras chamados de carros alegóricos dos desfiles de carnaval nada mais são do que representações fictícias para dar a idéia de outras, significando algo em palavras, outra, porém, no sentido. Eram chamados de “carrum navalis” na Roma pagã, quando desfilavam pela cidade que fazia grande festa popular em honra à saturno, ou saturnália, que coincidia com a chegada da primavera.

O deus mercado prende hoje a milhões de pessoas que procuram servir a dois senhores, quando Jesus deixou claro que não podemos servir a Deus e às riquezas; ou há de amar um e desprezar o outro, e assim vice-versa. Satanás aprisiona as pessoas no dinheiro e nas coisas materiais e no poder que dele advém, de tal forma, que muitos já desistiram de crer que Deus existe, por causa da influência do rei Mamon.


O carnaval que para muitos não passa de uma ingênua festa de alegria para extravasar tensões, pode estar conectado ao submundo do rei das riquezas Mamon, do deus da bebida Bacco e da deusa da sensualidade Ísis, Ihstar, Semíramis, Diana, Kali, Vênus, e outros nomes. Não vemos nenhum registro bíblico ou histórico que ligue a Igreja Primitiva às festas orgíacas e nem à Quaresma, que prega o luto e à abstinência de manjares por quarenta dias.

Não somos felizes por alegorias, mas, de verdade. Fantasias apenas mentem à nossa alma e alimentam o nosso ego. Festas de alegria não precisam de troféus para terem validade interior; cantamos porque somos alegres. Jesus Cristo transforma nosso espírito de tal forma que não precisamos mais mentir para nós mesmos, pois somos o que pensamos ser.




Pr. Waldir C. Grooders –