O outro padre, mais esperto,
prendeu todos numa rede e colocando-os no fusca da paróquia,
levou-os até uma pedreira e soltou-os ali. Infelizmente todos
voltaram e ainda trouxeram outros com eles.
O terceiro padre, muito convencido de ter resolvido o problema dos morcegos
na sua paróquia, disse que sentou todos eles no banco da igreja
dando-lhes algumas instruções sobre a vida cristã
e crismou todos eles. Nenhum deles jamais voltou!
Diz-se que um certo pastor encontrou alguns deles e tentou cria-los
na sua igreja. Quando o pastor falou que tinha que batizá-los
no rio a exemplo de Cristo, eles voaram pela janela. Outros se batizaram,
mas foram vistos voando nos salões de baile uma semana depois.
Outros ainda estão na igreja do pastor, mas estão de olho
nas janelas...”
Essa estória ilustra bem o dia a dia da religião em nossos
dias.
Assim como a quitanda do Seu Manoel com um saco de farinha na entrada;
um cachorro deitado do lado e meia dúzia de salames pendurados
numa taquara se tornou obsoleta, assim também as igrejas estão
sendo evitadas. O povo não quer um compromisso mais sério
com Deus, então prefere os grandes hipermercados espirituais
que oferecem muitas luzes, brilho, fama, riqueza, benzedura para tirar
chiado no sapato, grilo dos ossos, encrespadura de cabelos, e em contrapartida
preferem carregar uma cruz feita de palitos de fósforo. Com certeza
vão lamentar muito Naquele Dia.
“Depois vieram também as outras virgens, e
disseram: Senhor, Senhor, abre-nos a porta. Ele, porém, respondeu:
Em verdade vos digo, não vos conheço”
( Bíblia – Mateus 25:11,12).
Pr. Waldir
C. Grooders –