MUROS DESTRUÍDOS

Séculos atrás, muitas cidades eram fortificadas com muros ao redor para não serem surpreendidas pelos inimigos. Conseguir ultrapassar essas muralhas seria vitória na certa. A segurança das famílias dependia de cada um para preservar os muros intactos. Caso houvesse alguma rachadura, logo deveria ser consertada.

Por volta de 600 A/C, o povo de Jerusalém viu seus muros serem destruídos e suas famílias serem levadas em cativeiro para outros países. Deus os havia feito prosperar sobremaneira, porém, o orgulho e o afastamento do povo das coisas de Deus foram a sua ruína. Justamente quando encheram a barriga, Deus sobrava em suas vidas, bem como a Sua Palavra. Isso durou em torno de 93 anos - a idade do município de Encantado.

Alguém chamado Neemias, um copeiro do rei, se importou com a situação do povo e chorou na presença de Deus, clamando por misericórdia. Seu coração estava disposto a reconstruir os muros da cidade, tirar o povo da miséria e da condição de escravo em que vivia. Com a ajuda de pessoas motivadas e corajosas, em meio a ameaças, ele reconstruiu os muros e devolveu a felicidade ao povo.

Hoje muitos vivem com os seus muros destruídos; suas fortalezas já não existem, e facilmente sucumbem diante do inimigo que os derrota, escravizando-os no pecado. Já não lutam para erguer um tijolo sequer, e assim permanecem na depressão da derrota no calabouço do inimigo número “1” de Cristo Jesus.

Quando deixamos brechas em nossa vida, o diabo nos aprisiona nos vícios e outros prazeres que destroem o nosso corpo aos poucos. Precisamos ter algum “Neemias” em nossa vida que nos mostre o caminho da restauração, e nos motive para buscar de volta tudo o que o diabo nos tirou.

Imagine que o povo de Jerusalém conseguiu viver 93 anos acomodado a sua condição miserável de cativo. Já não conseguia pensar de outra forma. Havia perdido toda a sua dignidade. Prosperidade era uma palavra proibida. Os filhos que nasciam nem sabiam o que era ser dono de alguma coisa.

Sua condição começou a mudar quando lutaram pelos seus direitos, e conquistaram de volta a sua felicidade com Deus que antes possuíam e não souberam dar valor. Mesmo que tivessem que trabalhar com uma enxada numa das mãos, e na outra uma espada - por causa do ódio do inimigo - eles não desistiram até conseguirem a restituição da sua felicidade roubada. Seus muros foram reconstruídos e a sua intimidade com Deus restituída. Seus inimigos já não os atacavam, pois Deus era com eles.

Como estão os seus muros?

 

 

 

 

Pr. Waldir C. Grooders