Aquele ânimo evangelístico
parecia estar adormecendo, e a prática das antigas obras –
como pescar - pedia permissão para voltar com toda a força.
Pedro e os apóstolos não resistiriam por muito tempo,
e lá estavam eles de volta ás suas redes de pesca e à
velha vida.
Tudo corria normalmente. Pedro estava tão á vontade entre
os amigos que até tirou a roupa para entrar na água. Para
a sua pobre mente de fé sem Deus, Jesus se tornara apenas uma
história que aos poucos poderia ser esquecida. Mas, algo inesperado
acontece - o grito de João ecoa pela escuridão do mar
da desesperança: É o Senhor!
Quantos vivem hoje nessa mesma situação? Tiraram a sua
roupa e deixaram aparecer as suas vergonhas. Estão tão
acostumados entre os amigos que nem imaginam a surpresa do aparecimento
repentino de Jesus. Entretidos nas coisas do mundo, nem se dão
conta que Ele poderá aparecer a qualquer instante e requisitar
a nossa vida, teremos, então, que nos jogar no mar da vergonha,
o mesmo mar que nos fez esquecer de Jesus.
É muito fácil não acreditar nas palavras de Jesus
quanto a sua permanência conosco depois da sua ressurreição
– é só ignorar e ir pescar! Certamente teremos muitos
amigos e companheiros para irem conosco ao mar do afastamento de Deus,
para nos corrompermos na prostituição, no roubo e na mentira.
João – o discípulo amado do Senhor – pela
intimidade que tinha com Jesus, logo O reconheceu, mesmo no escuro.
São muitos que hoje não O reconhecem, nem de dia, e continuam
expondo as suas vergonhas sem o mínimo de pudor. João
não ficou de boca fechada, e logo gritou bem alto o nome de Jesus
para que os outros despreparados pudessem se preparar.
Pedro, mesmo com pouca fé, falou com a sua boca aquilo que estava
em seu coração: “Senhor, afasta-te de mim que sou
homem pecador”. Que belas devem ter sido estas palavras aos ouvidos
de Deus. Um homem falho como Pedro, mas, que reconhecia os seus erros
e também sabia respeitar a santidade de Jesus. Que gesto lindo
o de Pedro, que não ignorou a presença do Mestre Amado
na sua vida e logo recebeu promessas gloriosas para o seu futuro, tornando-se
o grande Apóstolo Pedro – pescador de homens.
Cristo vai voltar de surpresa, e quem estiver sem roupa não poderá
subir com Ele, pois as suas vergonhas não foram abandonadas e
nem perdoadas.
“Eis que venho como ladrão. Bem aventurado aquele
que vigia, e guarda os seus vestidos, para que não ande nu, e
não se vejam as suas vergonhas” (Apocalipse 16:15).
Pr. Waldir C. Grooders