JESUS E A FORMAÇÃO DE QUADRILHA

Existe uma cláusula em nossas leis que define como formação de quadrilha qualquer pessoa que cometer atos ilícitos com a ajuda de terceiros. Muito mal compreendida e mal aplicada, pois foi mal elaborada. Ela tem aplicação futura para restringir o movimento religioso denominado de “fundamentalismo”. Embora terroristas que destroem com bombas e toda sorte de armas sejam fundamentalistas proscritos, os pacatos crentes serão enquadrados como tais e presos incomunicáveis.

Se Jesus vivesse hoje, seria enquadrado nos crimes de: chefe de quadrilha (escolheu doze apóstolos que seguiam a risca os seus ensinamentos); falsa idoneidade (Ele afirmava ser o Filho de Deus); perjúrio (como rabino não seguiu os ensinamentos de seus líderes religiosos); difamação (chamou de hipócritas em público os líderes fariseus que procuravam matá-lo); curandeirismo e falso exercício da medicina (curava todas as enfermidades entre o povo); motim e quebra do sossego público (reunia milhares de pessoas que faziam muito barulho); e outros e outros...

Se Jesus fosse preso hoje - com certeza, ao contrário de muita gente famosa - não teria Hábeas Corpus, “etimologicamente significa em latim "Que tenhas o corpo". A expressão completa é habeas corpus ad subjiciendum. É uma garantia constitucional outorgada em favor de quem sofre ou está na iminência de sofrer coação, ameaça ou violência de constrangimento na sua liberdade de locomoção por ilegalidade ou abuso de poder da autoridade legítima”(fonte: Wikipédia).

-Jesus foi preso por inveja dos líderes religiosos que não faziam nada em prol do povo, porém, colocavam pesados fardos que eles nem com um dedo ousavam carregar.

-Os líderes religiosos usaram dinheiro público para comprar o delator Judas.

-Jesus foi preso de noite sem direito a um advogado enquanto orava num jardim.

- Enquanto o povo dormia, Jesus foi julgado de madrugada pelos líderes religiosos que tomaram as leis e o governo em suas próprias mãos, implantando assim a pena de morte, cometendo crime de execução pública; extermínio e discriminação religiosa.

-Cometeram crime de tortura a um inocente sem lhe dar qualquer direito de defesa. Lhe negaram qualquer direito de assistência médica durante a tortura, o flagelo da Via Sacra e a crucificação; lhe negaram o único pedido: um gole dágua!

E, por último, enviou-lhes seu filho, dizendo: Terão respeito a meu filho. Mas os lavradores, vendo o filho, disseram entre si: Este é o herdeiro; vinde, matemo-lo e apoderemo-nos da sua herança. E, lançando mão dele, o arrastaram para fora da vinha e o mataram. Quando, pois, vier o Senhor da vinha, que fará aqueles lavradores?” (Mateus 21:37-40).

 

Pr. Waldir C. Grooders