O filho do Zé

Quando Jesus Cristo tinha em torno de trinta anos, começou a realizar grandes milagres nas cidades vizinhas de onde nasceu. Não demorou a que também fosse à cidade de Nazaré, onde o conheciam desde o seu nascimento tão estranho para aquela pacata e incrédula cidadezinha. Chegando na igreja da religião de seus pais, pediu para ler alguns versículos da Bíblia como era costume. Ao terminar a leitura em Isaías, que fala do Messias que viria para Israel, Jesus fecha o livro e diz:
“Hoje se cumpriram estas palavras diante dos vossos olhos”.


Isso foi que nem puxar rabo de cachorro. Aquela gente toda, que já murmurava desde que Maria ficara grávida sem que José tocasse nela, explodiu de raiva. Estavam com o coração cheio de inveja porque Jesus realizara tantos milagres em Cafarnaum, uma cidade vizinha. Eles olharam para aquele menino que cresceu diante dos olhos deles, e não conseguiam ver outro senão o filho do Zé – o carpinteiro.

Jesus vendo a maldade deles, ainda os enfurece mais, revelando pelo Espírito os seus pensamentos. Mostra para eles que o profeta Elias abençoou a casa e a vida de apenas uma viúva de tantas que moravam em Israel, quando não choveu por quarenta e dois meses, havendo uma grande fome na terra.

Falou também que o profeta Eliseu curou apenas um leproso chamado Namã, da Síria, quando tantos leprosos havia em Israel, mostrando que Deus cura quem quer, onde quer, e quando quer.

Isso foi demais para eles; pegaram Jesus pelos braços e o expulsaram da cidade levando-o num morro bem alto para o jogarem lá de cima. Porém, Jesus passou pelo meio deles sem que pudessem fazer nada, pois ainda não era chegada a sua hora.

Afinal, quem é Jesus para você? Ele é Deus? Ou você só consegue ver “o filho do Zé”? Somente aqueles que O reconhecem como o verdadeiro Deus serão reconhecidos como filhos de Deus. Muitas outras cidades além de Nazaré foram parar nas garras de Lúcifer, por não poderem crer que Jesus é o Criador e não a criatura. Todo aquele que conseguir entregar a sua vida a Ele, a receberá de volta. O hipócrita governador Pilatos preferiu ficar em cima do muro, pois a política de Roma o controlava. Dizem alguns teólogos, que ele está até hoje no inferno perguntando, dia e noite, para todos que encontra:
- Que é a verdade? Diga-me, o que é a verdade?

Dizem também que ele anda com uma toalha nos ombros e uma bacia debaixo do braço, e que as suas mãos estão cheias de sangue inocente, as quais ele não pode lavar porque no inferno não tem água, e nem arrependimento, e nem perdão.

“Que farei então de Jesus, chamado Cristo?” (Pilatos em Mateus 27:22)



Pr. Waldir C. Grooders –